<$BlogRSDUrl$>

domingo, maio 23, 2004

Modelos gravitacionais e a sua relevância 

Antes de mais importa referir:voltei voltei!; o pois Pois! não terminou, a pedido de várias famílias.
Não é facíl escrever sobre este tema num simples post, mas é um desafio. O nosso objectivo será despertar a curiosidade pelo tema.
O modelo gravitacional(Mod.Grav.) teve a sua origem na lei da gravidade da física.Na literatura económica, desde Anderson(1979)tem sido aplicado as estruturas do tipo Ricardiano, Heckscher-Ohlin e ainda a modelos com rendimentos crescentes à escala. Este último assenta nas permissas do tipo à la Cournot e Chamberlin.Sobre este tema veja-se por ex.(Bergstrand, J(1989),The Review of Economics and Statistics, Vol LXXI, FEB).
O Mod.Grav. permite explicar com sucesso diversos factos económicos, entre eles destaque-se as condições de oferta na na origem, condições de procura no destino, bem como as condições de resistência ou estímulo de uma relação bilateral, isto é, entre dois país i e j. Assim,o Mod. Grav. tem um forte poder explicativo daí a sua persistência no seu uso.
As principais desvantagens centra-se na ausência de um corpo teórico bem estruturado.Por outro lado, o Mod. Grav. tem sido utilizado em variáveis clássicamente testada.
Outra solução será a análise empírica de dados em Painel. Os resultados obtidos são francamente mais estruturados. A análise de dados em painel permite utilizar um período curto , mas com bastante informação.Permite explorar novas variáveis.


sábado, abril 24, 2004

Nasceu a Liberdade 

O 25 de Abril veio arrancar Portugal de um longo periodo de estagnação e letargia, tanto no plano interno como externo.
Portugal não conseguiu libertar-se da ditadura salazarista, depois da segunda guerra mundial. Tudo seria diferente e a transição para ademocracia menos penosa se Portugal e oregime salazarista não tivesse recusado a ajuda do Plano de Marshall.
Recorde-se que a "primavera" Caetanista no final dos anos sessenta acabaria por ser mais um motivo de frustação colectiva.
Fruto das políticas de isolamento, salazar e Caetano tinham os circuitos de diálogo com a Comunidade Internacional praticamente bloqueados.
Os soldados e o M.F.A (Movimento das Forças Armadas) sairam à rua cantando o hino da revolução "Grandola Vila Morena". De facto, era o Povo que mais ordenava face um descontentamento geralizado. Havia a necessidade de Democratizar, Descolonizar e Desenvolver. Assim, "Depois do Adeus" da Revolução passou a chamar-se Evolução.

sexta-feira, abril 23, 2004

Identidade Desconhecida: "The Bourme Identity" 

Excelente DVD, " The Bourne Identity". Baseado no best seller de Robert Ludium e com uma acção explosiva, este thiller mostra Matt Damon e Franka Potente no seu melhor. Jason Bourne(Matt Damon) é baleado perdendo completamente a memória. Bourne acaba por descobrir o instinto de matar. O thiller tem um enredo brilhante e um ritmo de acção imparável nas ruas de Paris.

segunda-feira, abril 19, 2004

Reflectir em Abril 

O dia 25 de Abril de 1974 é a data que marca o fim do regime do Estado Novo.
È a revolta militar e o descontentamento generalizado dos militares e civis face a uma conjuntura esgotada. Recorde-se as guerras coloniais e a censura nacional. È certo, que ocorreram uma série de alterações na economia portuguesa, de índole social, político e de direitos de propriedade. Existiram fortes desequlíbrios macroeconómicos, o que se traduziu em sucessivas quebras do produto e num retrocesso no processo de integração económica.
Em termos do contexto político-económico, salientamos a Constituição de 1976, que pode ser considera uma legislação de cariz marcadamente económica, tendo que o modelo económico Marxista. Asisiste-se a a Reforma Agrária, as Nacionalizações e a introdução dos Direitos Sindicais.
Recorde-se que Portugal teve de recorrer por duas vezes a ajuda do FMI( Fundo Monetário Internacional). Os tempos de mudança não foram "pêra doce" com o primeiro programa de estabilização (75-79) e o segundo programa(82-84).
Em 1986, Portugal adere a União Europeia. No quinquénio 1987-1991, a economia portuguesa atravessou um período de crescimento económico. As empresas portuguesas iniciam o processo de internacionalização. Numa primeira fase apostou-se na próximidade geográfia (Espanha) em 1995 na próximidade cultural (Brasil). Em suma, a Revolta de Abril teve desvantagens como se sabe, mas trouxe Democraticidade.

sábado, abril 17, 2004

Portugal de ontem e o Portugal de hoje 

Com o fim da II Guerra Mundial, assiste-se ao triunfo das democracias como forma de governo e à condenação do totalitarismo. Durante o período do Estado Novo, a economia portuguesa caracterizava-se por uma economia fechada, assente num regime corporativista. É certo que no início do Estado Novo houve uma tentativa de formar um movimento de massas que apoiasse o regime, à semelhança da Itália e da Alemanha.
No entanto, importa referir, que a personagem de Oliveira Salazar se afastou dos regimes fascistas italiano e alemão.
Oliveira Salazar nunca ligou a clientelismo político.
Em Abril de 1974, assiste-se ao processo de Democratização que como se sabe ficou conhecida pela Revolução de Abril.

Parece que se pretende inverter a situação, isto é, não existiu uma Revolução, mas sim uma Evolução, é curioso, não acha?
Também é certo que já lá vai trinta anos eos mais jovens já não conhecem "E Depois do Adeus", de Paulo de Carvalho ou o "Grandola" de Zeca, mas sabem que existiu uma Evolução. Em suma, é bom defendermos o nosso passado.

sexta-feira, abril 16, 2004

Receita para combater o terrorismo 

Políticos como Bush e Durão afirmam que não se deve ceder ao terrorismo.
Não existe nenhuma receita para combater o terrorismo, nem nehuma estratégia de retirada, como referem os Democratas.
Pensamos que estes dois Senhores se deverão lembrar de quem está no terreno. Por outras palavras, devem colocar de lado o marketing político, isto é, basta de fantasia. É necessário uma estratégia que tenha como missão a paz e restabeleça o bem-estar entre os povos. Esta é uma guerra onde não existe os bons e os maus.

quinta-feira, abril 15, 2004

Mr. Bush, o homem de argamassa 

Tardou, mas o Mr. Bush lá teve que falar. Ontem, na Casa Branca , o presidente dos EUA deu uma conferência de Imprensa. O discurso estava pouco estruturado, como referem vários períodicos. O Mr. Bush continua a dizer que irá terminar o trabalho que começou no Iraque, resta saber, é qual?
É curioso que o Mr. Bush rejeita o cenário de um novo Vietname.
Importa ainda referir, que os Democratas consideram que Bush não tem qualquer estratégia de retirada. Também não se sabe, quanto tempo as tropas da coligação irão permanecer. Mais uma vez se deve reparar nas palvras do Mr. Bush: " o povo iraquiano necessita da nossa presença para a sua própria segurança".

terça-feira, abril 13, 2004

Pede-se ao Bush que mude de forma de estar 

Como temos assistido através dos média, as coisas no Iraque não tem sido "pêra doce" para os EUA e para as tropas da coligação.
A questão que fica no ar é saber até que ponto o ataque no Iraque foi um instrumento de combate ao terrorismo.
Não nos podemos esquecer que estamos perante um guerra de recursos onde está subjacente diversos problemas etnicos. Não nos parece, que a vida do Mr. Bush seja facíl nos próximos tempos. Até nos arriscavamos a dizer que o Presidente Bush irá certamente perder as eleições. Em termos diplomáticos mostra verdadeiros sinais de um verdadeiro West- Man. Vamos vêr, mas parce-nos que grande parte dos cidadãos américanos estão descontentes. O melhor seria o Mr. Bush pensar na retirada das forças da coligação. Os conflitos com o Médio Oriente são de longe. Parece-nos que a comunidade internacional deverá actuar, basta de palavras e de cenários como aqueles que nos entram no ecrã da televisão diáriamente.

Para quando a retoma na economia portuguesa 

A economia portuguesa não mostra sinais de retoma. Os dados avançados pelo INE(Instituto Nacional de Estatística) mostram que as exportações portuguesas decresceram. Assistiu-se a uma quebra homóloga nominal de 1,8% em Janeiro. No entanto, importa referir que, que os dados divulgados pelo INE são ainda preliminares. Os dados mostram que que a partir de Julho de 2003, as exportações portuguesas foram substituidas pelas importações. Esta tendência verifica-se com mais itensidade em especial em Dezembro de 2003.
Convirá ainda referir, que o comércio intra-comuitário e extra-comunitário também tem vindo a decrescer. Por outro lado, a procura interna mostra sinais de fragilidade, na medida em que, as famílias portuguesas apresentam um elevado nível de endividamento.

domingo, abril 11, 2004

A tradição já não é a mesma 

De facto, a Páscoa Cristã foi substituida pela Páscoa Comercial, onde as pessoas procuram diversão a todo custo. O sol, a noite. A tradição portuguesa já não é a mesma. Eu próprio que me considero um cristão me rendi a este facto, que já não é recente na sociedade portuguesa. Lembro-me de quando era garoto de ir com os meus pais e resto da família à Eucaristia e de seguida almoçar em familia. O tempo muda os hábitos dos portugueses. No entanto, penso que é possível realizar as duas tarefas. Assim irei apanhar um pouco de sol e tentar cumprir as minhas obrigações como Cristão. Eu sei que para muitos não passa de um mito, sobretudo para a nova geração e para os Ateus. Como era bom voltar a velha tradição portuguesa de quando eu era garato. No entano, a mundialização consegue alterar as nossas formas de estar e sentir. Sem nos apercebermos vamos mudando os nossos comportamentos.

sábado, abril 10, 2004

Férias da Páscoa  

Hoje vou apenas falar de coisas banais. Deixo a economia e a política para os blogs amigos, que já tive a oportunidade de lêr. Estou em Albufeira, a curtir umas mini férias. O Internet Café, onde me encontro a blogar fica na rua central de Alfubeira, onde estão todos os bares. E cá estou eu no Centro Comercial, onde existe uma loja engraçada que permite mudar um Olá a blogosfera. Estou com o som dos Beatles, que é dificíl de ouvir actualmente. A funcionária do Internet Café não é muito bonita, mas fala correctamente inglês, daqui a pouco vou vêr se trocamos mais umas "words". Estou a brincar. Falando um pouco da performance de Albufeira, está em grande. Bom Sol, boa música e gente animada. A Cristina está a vêr lojas, o que para mim é um pouco aborrecido.
Bom chega de conversa fiada e vou almoçar.

quinta-feira, abril 08, 2004

A Economia do Desporto: Nota sobre o Euro 2004 

É certo que os grandes eventos desportivos são formas de promover as nações, indústrias e os serviços. Num mundo globalizado, a oferta e a procura deixam de ser nacionais, para passarem a ser globais. De facto, a economia do desporto tem a capacidade de agitar quer a curva da oferta quer a curva da procura. A procura no mercado dos eventos desportivos mostra sinais de sustentabilidade. No caso português, a economia do desporto apresenta ainda algum amadorismo.
Pensamos que a economia do desporto deverá seguir as linhas da economia pública, isto é, os bens desportivos devem ser considerados públicos. Os oligopólios do futebol português revelam também uma falta de operacionalidade em questões que pensamos serem cruciais. Importa ainda referir, que certamente não foi facíl o processo de negociação entre os monopólistas FIFA/UEFA. Por seu turno, parece-nos que a UEFA teve uma actuacção brilhante ao escolher Portugal. Esta última afirmação pode demontrar algum "nacionalismo". Repare-se que a UEFA foi capaz de quebrar a tradição e ofereceu a oportunidade a economia portuguesa.
Por fim, gostariamos ainda de nos referir as possiveís "redes de clusters". A economia portuguesa tem alguma experiência neste tipo de eventos citamos por ex. Capitais da Cultura Lisboa, Porto e Coimbra, Expo 98, Rock in Rio, Masters de Ténis, entre outros. Neste âmbito, sabemos que as externalidades surgem sempre. No entanto, parece-nos que os empresários da indústria de serviços tem experiência na "arte de saber receber". Certamente que esse não será o principal problema. O cerne da questão reside na segurança interna, mas esperemos que tudo corra pelo melhor.

O Pois pois vai de "vacances", mas volta. Assim o Pois pois deseja a todos em geral uma Santa e Feliz Páscoa.


É necessário Diplomacia  

Durante largos períodos da história, os terramotos e os vulcões foram considerados como os principais problemas de consiciência global. Com o acentuar da globalização da economia mundial, a tónica centra-se no combate ao terrorismo.
A forma de actuação de diversos grupos radicais e fundamentalistas concentra-se em Pontes, Comboios, actos espalhafatosos.
Severas críticas tem sido conduzidas à Administração de George W. Bush. Neste âmbito, consideramos que à Administração de Bush tem demonstrado sinais de fragilidade no que respeita a condução das negociações diplomáticas. No nosso entender Bush demonstra não possuir uma estratégia em termos de política internacional. Não basta encher os "pulmões" e se afirmar que se combate o terrorismo, como se verificou recentemente em Madrid.
Todos nos lembramos da política seguida por Bush antes do 11 de Setembro. Como se sabe, o Presidente dos EUA concedeu amnistia aos imigrantes ilegais de origem Méxicana. É evidente que estes actos são salutar, porém não nos poderemos esquecer que o objectivo era eleitoral.
O tempo do politicamente correcto já passou. Urge pensar e agir em termos de racionalidade.

terça-feira, abril 06, 2004

Nota sobre os Novos Alargamentos  

Em Maio do corrente ano, dez novos países dos PECOS( Países do Centro e Leste Europeu) irão aderir a U.E (União Europeia). Não será desajustado referir, que este novo alargamento à Zona Euro exige uma maior capacidade de ajustamento quer por parte detes novos candidatos, quer por parte dos países que constituem a União Económica e Monetária (UEM).
As expectativas deste novo alargamento parecem se traduzir em proveitos à luz do processo da integração económica, se pensarmos numa maior afectação de recursos. No entanto, iremos assistir a um processo de transferências orçamentais. Convirá ainda referir, o possível aumento dos fluxos migratórios que acarretam problemas sociais graves, bem como as alterações que se terão de realizar em termos de política agrícola comum e de coesão.

segunda-feira, abril 05, 2004

Olha que não 

É curisoso, mas tudo permanece igual. Até mesmo o discurso do Dr. Durão. O Estado continua em grandes mutações. A vida nacional desloca-se ao sabor da Novela Pia, mas não Pia, desenrola, mas não desenrola o novelo de lã. Portugal está a mudar, resta saber é como?
Será que queremos um Portugal mais justo, onde existe a necessidade de saber a verdade, ou será melhor pensarmos que tudo está bem.
Os Portugueses devem saber a verdade. Os políticos devem fazer política, a Justiça deve fazer Justiça.

quinta-feira, março 11, 2004

A Incerteza da Economia Norte-Américana 

A desvalorização do dolár américano não consegue estimular as exportações. De acordo, com a teoria macroeconómica (modelo Mundell-Fleming) o abaixamento da taxa de juro traduz-se em ganho de competitividade face ao exterior, dado que as exportações de bens e serviços ficam mais baratas.
A economia norte-américana não consegue retirar vantagens desta depreciação da moeda dado que as importações aumentaram.
Importa referir, que as componentes de automóveis onde os EUA detém uma vantagem comparativa registaram uma queda significativa.
A juntar a este somatório, também convirá referir, que o preço do crude disparou.
Tudo indica que, o défice continuará. Neste contexto, urge levantar uma questão:
Que fazer ao baluarte do comércio livre?

terça-feira, março 02, 2004

Imagem de Marca 

As mudanças são profundas. A vida nacional tem destas coisas. Na política não existe ciência. No desporto existem conflitos. Na economia não existem sinais de retoma. O país vai ao sabor da maré. Mas existem mudanças estruturais.
Resta saber quais e onde?
Pois pois, o ciclo é de viragem, em que lugar?
A mudança será para breve. Resta saber, o que se entende por breve.
Está-se perante um dilema que talvez possa ser resolvido num horizonte temporal, não se sabe é quando?
A pretensão de ancorar a política e o desporto esbatem-se numa névoa turbulenta.
Naturalmente que existem outras formas de organizar a vida nacional e a imagem de Portugal no exterior.
Como é evidente estas questões são mais complexas do que é possível ilustrar.

sexta-feira, fevereiro 27, 2004

Segredos 

Hoje houve um amigo que me disse:
"- Escreves muito sobre economia". Penso que ele me quis dizer que me torno por vezes, enfadonho, porque não dizer em bom português chato. Pois bem, sendo assim faço ronha( sendo esta uma teoria explicativa do mercado de trabalho).
É curioso que não é a primeira pessoa a me dizer isto.
É a vida, o Pois pois é assim. Urge reflectir, mas de facto a economia e a política são matérias de interesse do Pois pois, mas todas as críticas são constructivas.
Brevemente terei de colocar comentários. Mas para isso terei de falar com quem me iniciou.

terça-feira, fevereiro 24, 2004

Entrudo 

As partidas carnavalescas passam e entramos numa época mais séria a Quaresma.
A festa relegiosa decorre ao longo de quarenta dias.
É tempo de isolamento e de reflexão.

terça-feira, fevereiro 17, 2004

Breve Nota Sobre a Importância da Especialização 

Uma explicação do comércio internacional surge pela primeira vez com Adam Smith(1776) com a teoria das vantagens absolutas. A troca e a especialização dos países associada a vantagem absoluta na produção de um determinado bem.

David Ricardo (1815) introduz o conceito de vantagem comparativa, com base em Smith.

Em termos de análise de dotação factorial destaque-se o conhecido teorema de Heckecher- OHlin (H-O). Não tão frequente nos manuais de Economia Internacional é a versão em cadeia de Jones: um país exporta bens que utilizam intensivamente os factores relativamente abundantes.

Outra versão será a de Vanek( Conteúdo de factores): um país exporta os serviços dos factores relativamente abundantes e importa os serviços dos factores escassos.

O afastamento das teorias neoclássicas fez que surgissem novas correntes, onde se insere as explicações tecnológicas e de comércio. A destacar o Hiato tecnológico de Posner(1961) em que se explica o padrão de comércio com base nas vantagens temporárias.

Vernon (1966) introduz o ciclo de vida do produto, teoria que foi "abraçada" com agrado em especial pelo Marketing.

Nos anos 1970 assistiu-se a um progresso teórico substancial a destacar os modelos de concorrência monopolística do tipo Chamberlin e Cournot. Este novo corpo teórico deu origem aos modelos de diferenciação vertical e horizontal à destacar : Falvey e KierzKowsk (1984), Flam e Helpman (1987), entre outros.

Nos anos 1990, suge uma nova disciplina a Economia Geográfica ou Geográfia Económica onde se destacaram os modelos de Krugman e venables (1990), Krugman(1991), Venables (1996) e Fujita et al. (1999).

quinta-feira, fevereiro 12, 2004

É necessário viragem 

Embora se tenda a não considerar o poder político, este é determinante na estabilidade social.
Importa referir, que a estabilidade ou instabilidade social depende exclusivamente da vontade política e não necessáriamente da economia.
Também é certo, que a política macroeconómica de um dado país determina em parte o bem-estar social dos seus cidadãos.
Considero que a economia e a política devem ser realizadas para a sociedade.
O problema não será certamente resolvido com ideologias partidárias.
É necessário incentivos e programas que gerem emprego com o intuito de restabelecer a confiança dos agentes económicos(empresários e colaboradores). A expressão "produtividade" pode vir agravar as assimetrias sociais.
Urge reflectir, no que é crucial, a viragem não passa exclusivamente pela vertente económica.

sábado, fevereiro 07, 2004

O Comércio intra-sectorial: Alternativas ao indicador de Grubel e Lloyd e nomenclaturas  

É certo que o índice de Grubel e Lloyd é dos mais difundidos nos estudos empíricos. Este indicador permite avaliar o comércio total. No entanto, importa referir, que nos últimos anos tem sido alvo de diversas críticas( veja-se Brulhart 1995,1999), onde se avalia a questão de ajustamento estrutural em termos de comércio intra-sectorial ou intra-ramo).

Para além das medidas propostas por Brulhart, saliente-se ainda o indicador do CEPII(veja-se por exemplo Fontagné etal.1998). Este novo indicador coloca em causa a divisão dos dois tipos de comércio: intra e intersectorial.

Neste contexto, importa referir, que ambos os indicadores colocam a tónica no critério de semelhança do produto, sendo necessário a determinação do preço unitário de exportação e de importação, o que nos permite avaliar a diferenciação vertical e horizontal(veja-se por exemplo Greenaway et al.1994 e Blanes e Martin 2000). Pode-se ainda subdividir o comércio intra-sectorial vertical em termos superiores ou inferiores,onde se insere o critério de qualidade.
No que respeita, a nomenclatura a utilizar, nos estudos empíricos, o melhor será optar-se por a NC (Nomenclatura Combinada de 6 a 8 dígitos de desagragação), outra forma será CAE a 5 dígitos 2ª Revisão.

quarta-feira, fevereiro 04, 2004

Gostavas de saber mais? : Será que é isso que queres? 

Investigar em Portugal não é para quem quer, mas sim para quem pode. Tudo se traduz em Euros.
Obtenção de informações da cá euros.
Eu queria obter informações sobre o tema X.
Resposta: As informações sobre essa temática não podem ser dadas.
Pois pois, é como diz o Zé Povo, o país não avança.
Tudo se centra nos números. No entanto, não deixa de ser curioso que Portugal apresenta um índice de desenvolvimento humano (IDH) muito fraco. É claro, se as "mentes brilhantes" que estão a frente de organismos continuarem a pensar assim, pois pois, é como diz o Zé.

segunda-feira, fevereiro 02, 2004

Alterações na Economia Mundial : Do séc. XIX aos Anos de 1970 

Já escrevi vários posts sobre a globalização e a internacionalização da economia mundial, porém nunca falei sobre as suas origens. Seguindo esta linha poderemos referir, que a economia mundial do século XIX caracterizou-se por um despertar das relações comerciais. O continente europeu foi o grande dinamizador, do crescimento mundial (veja-se Maddison 1992:61). A Bélgica, Alemanha e os Países Baixos foram os grandes intervenientes.

Se na Europa se assistia a um aumento do crescimento económico, o mesmo não se passava na generalidade dos países da América Latina. O progresso técnico dos países da América Latina ficava aquém das expectativas. De referir, que o centro de inspiração deste processo foi o Reino Unido.

As relações comerciais de Portugal concentravam-se em dois parceiros comerciais o Reino Unido e o Brasil (veja-se Silva, J.R 1999:36).

O período da grande depressão a economia mundial registou uma derrapagem. As maiores quebras de produção industrial verificaram-se nos EUA, Alemanha e França.

A partir dos anos 1970, verificou-se uma alteração crucial na economia mundial, tendo em conta que se pretendia fomentar a industrialização dos países em vias de desenvolvimento, através das exportações e já não da substituição de importações.

A América Latina apresentava-se num estado de transição dinâmica. As teses económicas até então vigentes preocupavam-se com a expansão do progresso técnico, pretendendo que os países da periferia se desenvolvesssem à semelhança dos países do centro.
Em suma, havia a necessidade de promover a produtividade nas actividades primárias via mercado interno. Por outras palvras, pretendia-se criar vantagens específicas para a produção primária como industrialização alternativa.

domingo, janeiro 25, 2004

Externalidades Positivas e Negativas: Revisão de Alguns Conceitos 

A temática das externalidades foi introduzida nas disciplinas de economia internacional, regional e ambiental, após ter sido amadurecida na teoria microeconómica. Por outras palavras, grande parte dos fundamentos de estudo das externalidades reside na microeconomia.

As externalidades existem entre os produtores, entre os consumidores, ou entre consumidores e produtores. Assim, poderemos falar em dois tipos de externalidades: positivas e negativas.

De uma forma simplista podemos referir, que as externalidades negativas ocorrem, quando a acção de uma das partes (produtores/consumidores) impõem custos à outra.
As externalidades positivas surgem quando a acção de uma das partes beneficia a outra.
Vejamos o seguinte exemplo: uma firma "despeja" resíduos para um determinado rio.É claro, que estamos a falr de externalidades negativas. Repare-se que esta firma prejudica os pescadores e por sua vez os consumidores.
Face a este cenário diremos que o custo marginal social (somatório do custo marginal de produção com o custo marginal) é superior ao custo marginal.

quarta-feira, janeiro 21, 2004

Breve Nota sobre o Ajustamento Estrutural 

Já escrevi vários post sobre a temática do comércio intra-sectorial(também designado por comércio intra-ramo), porém ainda não me referi a questão de ajustamento estrutural versus comércio intra-sectorial. Entenda-se por ajustamento estrutural, a capacidade que uma determinada economia detém para responder face a um choque assimétrico.
Como analisam diversos investigadores sobre esta temática entre eles destacamos, Brulhart, a definição do comércio intra-sectorial e o respectivo ajustamento estrutural é ainda matéria em debate.
A teoria económica recente defende que o ajustamento estrutural deve ser medido em termos da sua variação marginal, permitindo avaliar o que se passa de um ano para outro ou de um período para o outro, analisando as simetrias e assimetrias entre os parceiros comerciais.
Numa tentativa de se abreviar, referimos que o ajustamento estrutural pode seguir duas vias: intersectorial, posição defendida por Porter e intra-sectorial. Do que investigámos diremos que as estruturas produtivas não necesitam única e exclusivamente de responder às mutações do peso relativo dos sectores de actividade económica. Assim, no nosso entender, o ajustamento deve seguir a via intra-sectorial, onde a mobilidade e a intensidade do capital humano e o progresso técnico são as grandes determinantes.
Em suma, as indústrias nascentes geram eficiência no mercado de trabalho, sendo esta compensada a médio e longo prazo pelo desemprego involuntário proveniente das indústrias em declínio.

segunda-feira, janeiro 19, 2004

FOZ : Diferença Estrutural 

Já escrevi em tempos um post sobre o Porto. Não é que seja tripeiro, mas aí vivi durante uns bons anos. Neste fim de semana estive no Porto, mais exactamente na Foz, uma zona que em tempos era considerada pelos tripeiros como bem localizada e bem estruturada socialmente. Não é que eu seja elitista, mas não gostei do ambiente, que vi nas ruas da Foz. Até ao Castelo do Queijo, não nos admiramos com as "meninas" que estão na via pública, estou a falar da profissão mais antiga do mundo.
Eu e a Cristina , o Afonso e Márcia fomos a um Tasco que fica numa zona até bem frequentada(antigamente era). Quando entramos, começamos a reparar, que era um lugar onde os Cavalheiros levavam as Madames.
Não deixou de ter piada, no entanto, quando um deles disse:- Queres Bilho, ouve lá , quando andei na tropa , fogo , tu sabes lá? e o discurso continua: Aquela garina é toda boa.
O discurso literário ganha dimensão até ao ponto, que eu e o Afonso achámos que chegará o momento de irmos embora.
Que pena tenho de não ter ido as docas de Gaia.
Bamos para a próxima carago...



terça-feira, janeiro 06, 2004

Crescimento exógeno versus endógeno  

Robert Slow foi um dos principais doutrinadores da teoria do crescimento económico.No famoso artigo de 1956, explica que o crescimento económico pode ser explicado artavés do estado de transição dinâmica e do estado estacionário. Recorde-se que a condição de equlíbrio do modelo é obtida através da igualdade da função poupança ao investimento.
Assim, no estado de transição dinâmica, as variáveis rendimento per capita e stock de capital encontram-se em crescimeto.Numa situação de longo prazo, estado estacionário (steady-state), as variáveis rendimento per capita e stock de capital são constantes.
Nos meados da década de 1980, a teoria económica começou analisar o crescimento com base nas teorias endógenas.
Assim, Romer(1986) e Lucas (1988) introduzem novos modelos em que o progreso técnico é conseguido através da experiência acumulada (learning-by-doing).
Em suma, a grande diferença entre o modelo de Solow e o modelo AK assenta no facto do primeiro prevêr a convergência entre as economias,
enquanto o modelo Learning-by-doing(AK) não prevê a convergência e nem divergência entre as economias.Importa ainda referir, que este último não avalia as forças externas da economia.

sexta-feira, dezembro 26, 2003

O dia de Natal 

O meu dia de Natal foi igual a grande maioria das famílias portuguesas. A mesa já não é tão rica como na vespera. Come-se as "sobras" do dia anterior. Ontem o Pedro andou pela primeira vez de bicilcleta. Foi engraçado para ele e para mim partilhar um momento em comum. De manhã cedo, andámos os dois às voltas do prédio. A criança ria de contente e eu estava eufórico, porque o meu filho já conseguia pedalar sozinho. À noite falei com o Carlos e a Nela e estivemos a pintar com o Pedro na sala, enquanto à Cristina arrumava às ùltimas coisas. Foi um dia bem passado e não foi mais um.

quarta-feira, dezembro 24, 2003

O brilho do Pedro 

A ceia de Natal é uma das mais bonitas tradições. Hoje jantei com a minha mulher Cristina e o meu filho Pedro, a Nela e o Carlos, a Graça e o Otávio. Foi um Jantar de família. Mas não foi mais um, porque o Pedro este ano começou a viver o Natal. Neste Natal apenas faltou o meu irmão Afonso, que casou e ganhou outros parentes. Não é por acaso que o Afonso fez falta, mas tudo se harmonizou com o Pedro.
O Pedro recebeu o menino jesus mais cedo, porque tinha de se deitar. Ficou radiante com os presentes. A expressão facial do Pedro mostrou-nos que o Natal é mesmo dos mais pequenos.
O Pois pois aproveita para desejar as boas festas a todos os leitores e amigos.

segunda-feira, dezembro 22, 2003

Arguidos da Casa Pia 

Segundo, a Sic Notícias, Carlos Cruz, Ferreira Diniz, Manuel Abrantes e Jorge Ritto irão ser ouvidos amanhã pelo procurador do Ministério Público João Guerra. Segundo o que está previsto, da parte da manhã João Guerra irá dirrigir as investigações. Até lá fica em aberto a novela.

domingo, dezembro 14, 2003

A captura do ex-ditador 

A força da globalização da informação rapidamente divulgou por diversos canais de informação internacionais a captura do senhor do mal no Iraque.
De facto, as imagens divulgadas mostram que o homem estava em mau estado.
A tónica recai onde e como o homem irá ser julgado, mas essas questões deixamos para os juristas (eles é que sabem). Todos os comentários a que assistimos nas televisões são pura especulação.
Em termos económicos poderemos começar por pensar que a Administração norte-americana irá recuperar em breve a credibilidade por parte dos agentes económicos,em termos de economia interna, quer em termos de economia internacional.

Ora fase a este cenário é muito provável que a moeda única demonstre sinais de desvalorização, uma vez que nos últimos tempos tem andado em alta.

É certo que neste preciso momento, o índice de confiança dos consumidores norte-americanos aumentou.Também é certo, que a economia norte-americana tem demonstrado sinais de alguma fragilidade em termos do mercado de trabalho, isto é, disparou o desemprego involuntário (oferta de trabalho-colaboradores), na medida em que se verificou uma diminuição da produtividade marginal do trabalho. Porém acreditamos, que a retoma da economia americana esta a chegar.

sábado, dezembro 13, 2003

O Esquecimento da Política Industrial 

A política industrial e da inovação enquanto forma racionalizada e destacada de intervenção pública no funcionamento dos mercados, na tomada de decisão por parte das empresas como o intuito de eliminar as externalidades tem sido esquecida.
Importa referir, que a política de inovação tardou a ganhar expressão nas escolas de economia e gestão.
Foi com a viragem dos anos de 1980 para os anos 1990 que o conceito de sistema de inovação ganhou forma na política económica.
Feita a "ponte" entre as ecolas de engenharia e de economia e gestão a mudança de atitude passará por minimizar os custos das externalidades, onde as novas teorias sobre o respectivo comportamento das empresas neste sector ainda não atinguiram maturidade.

This page is powered by Blogger. Isn't yours?